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18/05/2016

Embarque de ônibus encarroçados cresce 12% no trimestre

Por Alzira Rodrigues

- 18/05/2016

O presidente da Fabus, Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus, José Antônio Fernandes Martins, informou no Painel Encarroçadoras do Workshop Tendências Setoriais Ônibus que as exportações do setor cresceram 12% no primeiro trimestre e a tendência é de aceleração dos negócios ao longo do ano.

“Estamos prevendo um acréscimo de 20% a 25% nas vendas externas de ônibus encarroçados este ano em relação a 2015”, destacou Martins. “Deveremos exportar na faixa de 4,5 mil a 4,8 mil unidades, ante as 3,8 mil de 2015. Estamos reconquistando mercados perdidos no passado, como Oriente Médio e África, e começamos a crescer na região latino-americana”

As notícias positivas no setor, porém, páram por aí. Há 56 anos atuando na área o presidente da Fabus disse nunca ter visto uma crise tão profunda no mercado de ônibus como a atual. As vendas internas no primeiro trimestre caíram 53%, baixando de 4,3 mil no ano passado para 2 mil 55 este ano.

Destacou ser difícil fazer previsões para o mercado interno diante do atual momento político/econômico, ressaltando ser necessário restabelecer condições adequadas de crédito para que o setor se recupere. O custo de um financiamento, incluindo juro e taxas dos  bancos, beira os 17%, revelou Martins.

Também participante do Painel Encarroçadoras, o gerente comercial da Marcopolo, Luis Roberto Fonseca Ribeiro, concordou integralmente com a análise do presidente da Fabus:

“Nosso principal obstáculo é o custo do financimento e a falta de disponibilidade de dinheiro. Em dois anos a prestação de um ônibus urbano dobrou, ou seja, a capacidade de investimento das empresas caiu pela metade.”

Outra questão debatida no painel foi o excesso de capacidade ociosa no setor, em torno de 60% a 65%, segundo a Fabus. De acordo com o diretor industrial da Caio Induscar, Maurício Lourenço da Cunha, isso tem gerado uma guerra de preços no setor que poderá ter consequências negativas no futuro:

“A guerra de preços é grande, há um verdadeiro desespero no mercado. O risco é de nem todos sobreviverem após a atual crise” 


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